03 de dezembro de 2020

Um vírus, uma pandemia, vitimas fatais, dor, sofrimento e solidariedade

Pe. Carlos Augusto da Cruz Silva

O ano de 2020 chegou com um vírus que desafiou a humanidade, fez vitimas fatais, mudou a rotina e a dinâmica de todo o mundo, não poupando sequer os países mais desenvolvidos, mas alastrou principalmente as realidades mais empobrecidas de norte a sul de cada país. No Brasil, até a presente data, já são mais de 170 mil mortos, famílias sofridas e enlutadas, pessoas desempregadas, realidades difíceis de serem enfrentadas.

Mas se de um lado o cenário é de certo modo desolador, a pandemia serviu também para despertar o senso do amor ao próximo, pois diante da realidade da covid-19 foram muitas as iniciativas para ajudar de diversos modos pessoas que tiveram que parar de trabalhar ou que já não trabalhavam e que tiveram “que ficar em casa” para evitar as aglomerações e assim evitar o crescimento dos casos.

A pandemia despertou o senso de solidariedade de muitas pessoas e empresas que se viram chamadas tanto a ajudar aos hospitais, instituições, quanto aos mais necessitados. Artistas e famosos criaram diversas lives na perspectiva de arrecadarem valores e cestas básicas dentre outras coisas. O próprio governo distribuiu cestas básicas e auxílio emergenciais, o que possibilitou amenizar o sofrimento dos que não podiam trabalhar ou que perderam seus empregos.

Ainda não vencemos o vírus, ele ainda está presente em meio a nós, invisível, mas presente. As medidas de segurança precisam continuar sendo tomadas, o distanciamento social, o uso da máscara, o uso do álcool em gel, e principalmente o “fique em casa”, são os meios mais seguros de conter o crescimento de casos. Mas em meio a esta realidade, não nos esqueçamos daqueles irmãos que já sofridos pelo descaso dos poderes públicos, muitos deles estão abaixo da linha da pobreza, e que não tem meios sequer de se prevenir.

Como Jesus que sempre teve um olhar preferencial pelos pobres, nesta pandemia também tenhamos esse olhar para esses irmãos, e assumamos compromissos de continuar ajudando-os. O momento está sendo difícil para grandes empresas, empresários e ricos, imagine para os mais pobres. Que nosso coração não se feche a estes irmãos e que através de atitudes concretas possamos passar por esta realidade tirando uma grande lição de vida. Os prejuízos já foram enormes: vítimas fatais, prejuízo financeiro e psicológico. Que possamos finalmente aprender a cuidar melhor uns dos outros, lembrando sempre que o vírus não fez distinção de pessoas, atingiu ricos e pobres, gente de toda raça e cor e gente de toda classe social.